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Acontece no Stockler

Ensino Fundamental II

Protagonismo em construção

NO ENSINO FUNDAMENTAL, PROJETOS EXPLORAM O LEVANTAMENTO DE HIPÓTESES, A ELABORAÇÃO DE PROTÓTIPOS E A POSSIBILIDADE DE COMPARTILHAR RESULTADOS COM A COMUNIDADE ESCOLAR

  

 
A sugestão de que a escola deve promover o protagonismo do aluno, trabalhar com questões do seu cotidiano e quebrar as barreiras que existem entre as disciplinas não é nova. Do pesquisador bielorrusso Lev Vygotsky, pioneiro das discussões sobre educação ainda no começo do século XX, a Howard Gardner, criador da teoria das inteligências múltiplas mais de seis décadas depois, há uma certeza: o sujeito deve ser o centro do processo de aprendizagem. Há também uma grande questão: como estimulá-lo a assumir esse lugar?

 

Mais recentemente, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, tal pergunta tem sido respondida por pesquisadores e outros profissionais com o desenvolvimento de uma metodologia intitulada aprendizagem criativa. Essa metodologia passou a fazer parte do currículo do Colégio Stockler em 2018 por meio de uma parceria com a Casa de Makers, coletivo que já atua com a disseminação da aprendizagem criativa em escolas e outras instituições. Mas o que é a aprendizagem criativa e como ela se diferencia de outras metodologias? “Primeiro, precisamos compreender este aluno do século XXI, ajudá-lo a desenvolver habilidades socioemocionais, criatividade, colaboração, curiosidade e investigação. São esses os objetivos da aprendizagem criativa, metodologia que questiona os sistemas de educação atuais e propõe sistemas de aprendizado, nos quais a tecnologia, além de conceitos como descentralização, personalização, gameficação e experiência, é essencial”, explica Maria Carolina Rahal, coordenadora do Colégio. Já Mitchel Resnick, do MIT, defende em seu livro, de 2017, Lifelong Kindergarten: Cultivating Creativity through Projects, Passions, Peers, and Play (em tradução livre, Jardim da Infância para a vida toda: Cultivando a criatividade por meio de projetos, paixões, parcerias e brincadeiras) que é necessário às instituições se inspirarem na dinâmica do jardim da infância, em que as atividades acontecem majoritariamente em grupo e são permeadas pelo lúdico. No entanto, segundo Resnick, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, essa lógica perdeu espaço para um processo centrado no professor e na transmissão massificada de conteúdos.

 

Para colocar em prática os preceitos da aprendizagem criativa, além da parceria com o pessoal da Casa de Makers, o Stockler investiu este ano na criação de uma sala maker. O que antes era uma sala de aula comum, com lousa e carteiras enfileiradas, transformou-se então em um espaço com ferramentas, bancadas e grandes mesas. Houve também a inclusão de um horário na grade do nono ano para que eles pudessem desenvolver seus projetos. O objetivo desse momento é estimular o que os pesquisadores chamam de espiral da aprendizagem criativa: na primeira etapa dessa espiral, o aluno imagina um problema que gostaria de resolver. Depois, registra o que quer colocar em prática para solucionar a questão e parte para a criação e o teste de protótipos. O próximo passo é compartilhar com os colegas resultados e descobertas para, finalmente, refletir sobre as ações e se debruçar sobre outros problemas em um processo contínuo. Podem se valer, para alcançar seu objetivo, de materiais recicláveis, de ferramentas e de linguagens de programação. Não se trata, portanto, de uma abordagem focada no livro didático ou no conteúdo de uma disciplina específica. Trata-se sim de uma metodologia que se apoia na vida real e no aprimoramento das práticas de quem aprende. Como explica Maria Carolina, isso não é viável sem que haja também uma ressignificação da função do professor: “O desenvolvimento da autonomia, da reflexão, da argumentação, do espírito de equipe e de adaptação torna-se cada vez mais necessário. Desse modo, o professor precisa pensar em situações didáticas que possibilitem a vivência e desenvolvimento destas competências. Nesse sentido, ele começa a atuar como um mediador, um curador do conhecimento, um provocador”.

 

Vale frisar que as mudanças não chegaram apenas ao nono ano, uma vez que todos os projetos interdisciplinares do Ensino Fundamental foram revistos à luz dos conceitos da aprendizagem criativa. Ao mesmo tempo, os eixos temáticos norteadores de cada ano serviram de referência para os trabalhos. A seguir, conheça os principais deles em cada fase do Fundamental.

  
 
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