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Ensino Fundamental II Ensino Médio

Ensino a Distância na Educação Básica – Stockler discute mitos e verdades

O ensino a distância funciona mesmo? A grade curricular está sendo seguida à risca? Diante de uma situação sem precedentes, é natural que haja questionamentos e a sensação de estarmos todos tateando um novo território. Mas a verdade é que existem dados, evidências científicas e trabalhos acadêmicos que vêm iluminando os desafios do ensino remoto, imposto pela pandemia de Covid-19. Para esclarecer as principais dúvidas das famílias, o Colégio Stockler reuniu alguns dos mitos e das verdades mais disseminados sobre o ensino a distância (EaD) aplicado no contexto do Ensino Fundamental e Médio. Confira a seguir.

 

 

1. O ensino remoto simplesmente não funciona na Educação Básica.

 

MITO. A Educação a Distância (EaD), que é regulamentada pelo MEC e oferecida por instituições credenciadas, não é novidade. O que é novo é o ensino remoto, amplamente adotado por escolas de Educação Infantil e Ensinos Fundamental e Médio, a fim de cumprir o distanciamento social recomendado pelos órgãos de saúde. Nessa transposição do presencial para o não presencial, as plataformas online, as mídias digitais e as aulas virtuais estão entre as ferramentas mais utilizadas, segundo levantamento da organização Todos pela Educação.

 

“Sem dúvida, estamos diante de um desafio para as instituições da Educação Básica, mas também da oportunidade de oferecer aos estudantes novas experiências de aprendizagem, com recursos próprios do ambiente digital”, comenta Ana Lúcia Souto, produtora de conteúdos de Ciências na Khan Academy, maior plataforma mundial de suporte acadêmico à Educação Básica. Como exemplo, ela cita os jogos online, visitas virtuais a museus, simulações, uso de laboratórios remotos, trabalhos em grupo nos chats, entre outros que têm sua eficácia pedagógica comprovada e atendem bem os mais jovens. “Tudo isso contribui para os resultados do ensino remoto, que pode se valer dessa diversidade de ferramentas para despertar no aluno o interesse de aprender e ainda transformar o momento de aprendizagem em algo mais dinâmico.”
“Por outro lado, vale lembrar que o ensino a distância requer dos alunos certo grau de autonomia, o que é desafiador até mesmo para os mais velhos”, pondera Luciana Bastos, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo e pesquisadora de tecnologias da informação no ensino.

 

 

2. Para ter qualidade, o ensino remoto deve seguir a mesma grade de aulas e duração que o aluno cumpria antes da quarentena.

 

MITO. “Ensinar a distância não é transpor literalmente as aulas presenciais”, garante a designer educacional Maria Luiza Rodrigues, especialista em Inovação e Gestão em Educação à Distância pela USP. Segundo ela, é preciso atentar para as especificidades do ambiente virtual de aprendizagem, com materiais adequados e visual atraente. “Tudo isso leva em conta o fato de que o estudante não dispõe do professor ao lado dele e que precisa de mais estímulos para não desanimar.”

 

O respeito ao tempo do aluno é outro ponto de atenção. “Mais que seguir o antigo horário à risca, o que garante a qualidade no ensino remoto são as oportunidades e recursos oferecidos, seja por meio de atividade remotas, aulas assíncronas – transmitidas ao vivo – ou videoaulas”, garante Ana Lúcia.

 

Cabe também ao professor avaliar quanto a turma está efetivamente aprendendo na modalidade não presencial. “E, sempre que necessário, aplicar intervenções de reforço e retomada do conteúdo, o que naturalmente inviabiliza agenda e cronograma previstos inicialmente para as aulas presenciais”, ressalta Beatriz Torrano, professora de Biologia no Ensino Médio do Stockler e responsável pelo suporte técnico do ambiente virtual de aprendizagem no colégio.

 

Preocupados em dosar o tempo máximo de aprendizado diário durante o ensino remoto, oito estados dos EUA já estabeleceram recomendações por faixa de ensino. Illinois é o que admite a maior duração, com 270 minutos por dia para alunos do Ensino Médio e de 90 a 120 minutos na Educação Infantil. Já no Oregon, a carga horária máxima é de 180 minutos diários no Ensino Médio e de 45 a 90 minutos na Educação Infantil, incluindo o tempo de atividades extras.

 

“Por mais variadas que sejam, essas referências de limite para o ensino remoto visam desencorajar as escolas de tentar recriar as longas e tradicionais rotinas escolares, que na prática seriam inviáveis em casa”, afirma Stephen Noonoo, em artigo publicado pela EdSurge, uma plataforma de notícias e pesquisa do ISTE (International Society for Technology in Education).

 

 

3. O adolescente não consegue se concentrar na aula online – seja ela síncrona ou gravada – pelo mesmo tempo que na presencial.

 

VERDADE. “Neurologicamente, um aluno a partir do 9º ano tem capacidade de se concentrar por até 40 minutos em aulas expositivas presenciais. Esse tempo, porém, cai para 15 minutos no online”, revela Ana Lúcia, que é pós-doutora em Física e hoje dedica-se a desenvolver artigo e outros materiais para aprendizado remoto na Khan.

 

“Entediar-se rapidamente faz parte do perfil desta geração, que já tem na manga alternativas para onde migrar quando uma aula online começa a ficar longa demais – na percepção deles, perto do décimo minuto”, completa Beatriz. Ela ainda destaca que a chance de o estudante se distrair é potencializada pelo fato de os dispositivos para conexão com o material de estudos on-line serem os mesmos que dão acesso ao entretenimento e conexões interpessoais nas redes sociais.

 

“Com a tentação batendo à porta, não é por acaso que o ambiente virtual de aprendizagem exige mais mudanças de estímulos para reter a atenção do aluno”, diz Ana Lúcia.

 

De olho nesse tempo de concentração, Beatriz conta que as videoaulas no Stockler procuram não passar de 20 minutos. “A partir daí, um corte é bem-vindo, abrindo ao estudante a possibilidade de expandir o conteúdo por meio de infográficos, artigos de jornal, animações, podcasts, entre outros – e assim retomar o foco”, comenta a professora. O mesmo vale para as aulas online, que também demandam novos estímulo de tempos em tempos.

 

 

4. Adolescentes não têm maturidade para o estudo independente. Só aprendem com a mediação direta do professor nas aulas síncronas (transmitidas ao vivo).

 

MITO. “O estudo independente tem mais a ver com o interesse do aluno pelo conhecimento do que com a maturidade em si”, afirma Ana Lúcia Souto, produtora de conteúdos de Ciências na Khan Academy, maior plataforma mundial de suporte acadêmico à Educação Básica. Como exemplo, ela cita o aluno que volta da escola todo animado, querendo contar o que viu na aula de laboratório. “Nesse caso, a tendência natural é se aprofundar naquilo que lhe interessou, recorrendo a indicações de leitura, videoaulas, infográficos e exercícios”, completa.

 

A vantagem, no ensino remoto, é que tudo isso está na palma da mão. “O aluno já está aprendendo em um dispositivo com o qual tem intimidade, ainda que a princípio possa apresentar alguma resistência para usá-lo com essa finalidade. Este, porém, pode se tornar um instrumento poderoso de aprendizado em atividades assíncronas dependendo da forma como o professor medie as relações de pesquisa – com fóruns de discussão, formulação de hipóteses, experimentações, trabalhos colaborativos, entre outros.”

 

 

5. Estudantes não participam ativamente das aulas online. Assim, dinâmicas como debates devem ser deixadas de lado e dar lugar apenas a aulas expositivas.

 

MITO. “É um engano achar que os adolescentes se neguem a participar das aulas online”, garante Ana Lúcia, da Khan Academy. Prova disso têm sido as aulas de produção textual na 3ª série do Ensino Médio no Stockler. “Para garantir o aproveitamento do ambiente online, os debates de proposta têm sido orientados por uma pauta de perguntas, comenta Ana Paula Severiano, professora da disciplina e coordenadora de projetos do Ensino Médio no Colégio Stockler. “Também estabeleço ganchos com opiniões que alguns alunos manifestaram em outras propostas, evidenciando que estava atenta e valorizei seus posicionamentos.”

 

Quem já era ativo nas aulas presenciais tende a continuar nas virtuais. Já os mais tímidos encontram no chat uma boa alternativa para se expressar.

 

 

6. É possível avaliar a participação e o grau de aprendizado dos alunos no ensino remoto.

VERDADE. “Ainda que a avaliação continue sendo um desafio na EaD, já colhemos bons resultados. A chave, ao propor uma atividade com caráter avaliativo, é apresentar os critérios com clareza. Assim, quando os alunos recebem os feedbacks, eles sabem exatamente onde foram bem e onde precisam melhorar”, explica Maria Luiza.

 

“Por meio de uma estratégia organizada, conseguimos, na área de redação, avaliar a participação e o aproveitamento em dois níveis,” conta Ana Paula Severiano, professora e coordenadora de produção textual no Stockler. “Primeiro, observamos a interação do aluno com o professor e com os colegas, seja pelo chat, seja pelo microfone. A comunicação por escrito no chat é bastante interessante, porque os obriga a organizar o ponto de vista de modo que os outros entendam.”

 

Na sequência, explica Ana Paula, os professores analisam se o debate aparece também na argumentação desenvolvida pelo aluno na proposta de redação da semana. “Assim é possível revisar as estratégias e também instrumentos usados em aula, como aplicativos de construção de nuvem de palavras ou de enquete, ao longo do processo.”

 

 

 

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