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Resiliência: o saldo positivo das frustrações provocadas pela pandemia

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Por Lara Silbiger

(Conteúdo publicado no blog do Colégio Stockler no Estadão)

 

 

Desta vez, a volta às aulas teve um gosto diferente para os alunos. No lugar do tradicional e animado reencontro depois das férias, regado a abraços e muitas novidades para contar, eles se viram novamente diante do ensino remoto.

 

“Nesse cenário imprevisível e de afastamento social prolongado, a frustração surge como resultado da sensação de falta de controle sobre o roteiro de nossas vidas”, explica Josely Magri, diretora pedagógica do Colégio Stockler.

 

 

E agora?

Nem tudo está perdido. Pelo contrário! A adversidade traz consigo a oportunidade de desenvolver a resiliência. “Não se trata da capacidade de ser maleável para voltar ao normal – até porque não vamos voltar ao normal. Mas de crescer com a adversidade, aprender com ela, sem necessariamente ter que superá-la”, diz a consultora de educação Simone André, especialista em competências socioemocionais.

 

“Entre os muitos aprendizados decorrentes da quarentena, está o entendimento de que há situações que fogem ao nosso controle – independente de quanto nos esforcemos para mudá-las”, comenta Kátia Ritzmann, orientadora educacional das 1ª e 2ª séries do Stockler. “Por outro lado, podemos escolher como reagir diante das situações que o mundo nos impõe”, ressalta Alessandra Bronze, orientadora educacional do Fundamental II no Colégio.

 

Resiliência: o saldo positivo das frustrações provocadas pela pandemia 1

 

Como tornar-se resiliente?

“Ninguém nasce resiliente. Resiliência é construída e nutrida como parte do desenvolvimento psicossocial”, diz Ken Ginsburg, professor de Pediatria no Hospital Infantil da Philadelphia. Para Ann Masten, professora da Universidade de Minessota e uma das principais autoridades no assunto, é fundamental entender que a resiliência não é o produto de eventos extraordinários ou atitudes heroicas. Dos fatores determinantes para o desenvolvimento dessa competência tão importante, essencial mesmo são o apoio e o afeto de pessoas próximas.

 

 

Qual o papel da escola no desenvolvimento da resiliência?

A resiliência é considerada uma das cinco competências socioemocionais de maior impacto na vida das pessoas. “Tanto a casa quanto a escola são ambientes propícios ao seu desenvolvimento,” afirma Simone André. Para isso, vale conhecer as melhores estratégias para ajudar os jovens a desenvolvê-la.
Esse foi o objetivo da pesquisa realizada por David Yeager e Carol Dweck, dos Departamentos de Psicologia das Universidades do Texas e de Stanford respectivamente, relatada no artigo “Mindsets That Promote Resilience: When Students Believe That Personal Characteristics Can Be Developed”.

 

Eles descobriram que, em situações adversas, o que os alunos mais precisam para vencer as sensações de vulnerabilidade, desânimo ou estresse não é de alguém que levante sua autoestima ou destaque traços de sua personalidade. O que gera resiliência no jovem é a crença em seu próprio potencial de adaptação. Para isso, é importante que o estudante vivencie desafios que sejam superáveis por meio de esforço, mudanças de estratégia, aquisição de novos conhecimentos, colaboração com outras pessoas e paciência.

 

A aprendizagem no contexto do ensino remoto tem proporcionado inúmeras situações como aquelas descritas acima, do estudo independente à familiarização com novas interfaces e ferramentas.

 

Resiliência: o saldo positivo das frustrações provocadas pela pandemia 2

 

Em plena quarentena, como o desenvolvimento da resiliência pode ser incentivado em casa?

“Reconhecer o esforço do filho e ajudá-lo a identificar as causas de eventuais fracassos, cuidando para adotar um tom acolhedor e afetivo, são bons pontos de partida,” comenta Maria José Gimenes, orientadora educacional da 3ª série do Colégio Stockler. “É preciso que os adultos atentem também para as próprias reações diante das adversidades que estão enfrentando,” alerta Maria José. O exemplo tende a ser mais potente do que qualquer discurso.

 

Além de atentar para a própria postura, a psicóloga Simone André sugere que as famílias invistam no diálogo com os jovens. A seguir, a especialista sugere algumas estratégias que podem ser usadas para disparar uma reflexão sobre as bases da resiliência:

 

1. Em vez de transmitir sua opinião sobre como seu filho está enfrentando a quarentena, peça um feedback sobre você. “Essa mudança de perspectiva incentiva o desenvolvimento de um dos pilares da resiliência: a capacidade de ver a situação por meio de diferentes ângulos”, destaca a especialista em competências sociemocionais.

 

2. Pergunte o que seu filho gostaria de realizar enquanto a quarentena não é suspensa. Incentive-o a pensar em um projeto que o ajude a sentir-se melhor. “Ao questioná-lo, esteja preparado para ouvir o plano do seu filho, por mais maluco que pareça, sem julgar ou roubar o prazer da descoberta”, diz Simone. O exercício de se projetar no futuro, construir sonhos e se autodeterminar para chegar lá traz novos significados para atitudes no curto prazo.

 

3. Indague como seu filho fez para lidar com uma situação que tenha provocado sentimentos de ansiedade, irritação ou tristeza.  “Ajudá-lo a reconhecer essas sensações e identificar as ferramentas que usa para lidar com elas são formas de construir espaços de acolhimento. Assim, ficará mais fácil estabelecer um diálogo para enfrentar as adversidades”, afirma Simone.

 

 

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